Sofro de uma nostalgia sem sentido,
sinto falta de tudo que já passou,
e nem de perto estava aqui,
enquanto todos buscam seus futuros,
busco um passado impossível,
queria ter estado lá quando a ditadura explodiu,
e quando o pelé não fez.
O futuro não me interessa tanto,
quero ser eterno para ser do passado.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Mil palavras
Quero lhes propor uma imagem, um clima, um sonho, Leve, flutuante,
Clima sublime, hiperestático, que lhe tira a velocidade,
Prende-te no tempo alternativo do fôlego,
Onde palavras se degustam nos seus olhos, e morrem no entendimento da alma,
Veja, não lhe quero como razão, vem comigo, leia o que eu vejo,
Mostra-me pro teu íntimo, deixa-me, eu te explico...
Sente nos teus pés descalços, esta areia úmida!?
Nos teus pulmões latentes, esta fina brisa!?
O homem ali, só,
Sentando na pedra fosca,
De altura perfeita, só.
Abaixo a noite fria,
De quantas estrelas quiseres,
Tantas, olha! Só.
A lua, quente, luminosa, refletida na água lípida,
Delineando sutilmente as rochas, as bordas, só.
Ali, ínfimo na pedra, sentado, um som harmônico, suave,
Fascinante melodia, só.
Enquanto a lua olhava a água,
Por este momento parava,
Ouvia o som da noite, dourado,
Era seguro pelo homem aquele lindo sax,
Que enfim podia ser ouvido de verdade, só.
Nada por dizer, nada para ouvir, sentir, só.
Um homem, uma noite, um mar, uma pedra, um saxofone. Só
Separados, tão ordinários quanto possa parecer,
Juntos!? Só.
Agora vem, volta pra tua terra,
Aqui é teu sonho, tua alma, tua casa,
E bom filho que és,
Quando voltares, lembre-tem de mim,
Nem de perto mil palavras, mas mesmo assim,
Uma imagem, um retrato,
Uma pintura que lhe dei.
Clima sublime, hiperestático, que lhe tira a velocidade,
Prende-te no tempo alternativo do fôlego,
Onde palavras se degustam nos seus olhos, e morrem no entendimento da alma,
Veja, não lhe quero como razão, vem comigo, leia o que eu vejo,
Mostra-me pro teu íntimo, deixa-me, eu te explico...
Sente nos teus pés descalços, esta areia úmida!?
Nos teus pulmões latentes, esta fina brisa!?
O homem ali, só,
Sentando na pedra fosca,
De altura perfeita, só.
Abaixo a noite fria,
De quantas estrelas quiseres,
Tantas, olha! Só.
A lua, quente, luminosa, refletida na água lípida,
Delineando sutilmente as rochas, as bordas, só.
Ali, ínfimo na pedra, sentado, um som harmônico, suave,
Fascinante melodia, só.
Enquanto a lua olhava a água,
Por este momento parava,
Ouvia o som da noite, dourado,
Era seguro pelo homem aquele lindo sax,
Que enfim podia ser ouvido de verdade, só.
Nada por dizer, nada para ouvir, sentir, só.
Um homem, uma noite, um mar, uma pedra, um saxofone. Só
Separados, tão ordinários quanto possa parecer,
Juntos!? Só.
Agora vem, volta pra tua terra,
Aqui é teu sonho, tua alma, tua casa,
E bom filho que és,
Quando voltares, lembre-tem de mim,
Nem de perto mil palavras, mas mesmo assim,
Uma imagem, um retrato,
Uma pintura que lhe dei.
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