quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ode ao Ode

Ode ao odiador,
Que mesmo pelos palcos da vida,
Perdido, de fala retida,
Não aprendeu a sentir dor.

Ode então, a mim,
Já que me visto de cordeiro,
Misturo-me no chiqueiro,
Pra ver se chego ao fim.

Ode a quem não se indispor,
Das besteiras transcritas,
Das verdades não ditas,
De um mero amador.

Pois quem com fervor,
À Ode odeia
Sabe que além de tudo semeia,
Apenas o amor.

Yuri Alvarez. 20/10/2008