Ode ao odiador,
Que mesmo pelos palcos da vida,
Perdido, de fala retida,
Não aprendeu a sentir dor.
Ode então, a mim,
Já que me visto de cordeiro,
Misturo-me no chiqueiro,
Pra ver se chego ao fim.
Ode a quem não se indispor,
Das besteiras transcritas,
Das verdades não ditas,
De um mero amador.
Pois quem com fervor,
À Ode odeia
Sabe que além de tudo semeia,
Apenas o amor.
Yuri Alvarez. 20/10/2008
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